COVID 19 CRESCE NO PAÍS E JÁ TEMOS MAIS MORTES QUE A CHINA

Até 28/04, o Covid 19 já matou 5.017 pessoas, com 71.886 casos confirmados da doença no Brasil. Com esses resultados, o país já ultrapassou a China, que teve 4.643 óbitos.

Só nas últimas 24 horas morreram 474 pessoas no país. Os casos e óbitos pela doença estão crescendo muito neste fim de abril e, como previa o ex-ministro, Luiz Henrique Mandetta, deve atingir seu pico no mês de maio.
Os dados mostram que em cinco estados a situação é critica com grande número de mortes: São Paulo (2.049), Rio de Janeiro (738), Pernambuco (508), Ceará (403) e Amazonas (351). São dados expressivos e também chocantes, quando se pensa que esses mortos são enterrados às dezenas e às pressas, sem a presença de amigos e familiares.
Espera-se agora, que aqueles teimosos e reticentes, que se negavam a admitir a doença, caiam na real. Além disso, o crescimento da doença no Rio, Pernambuco, Ceará e Amazonas destrói a crença de que o vírus não resistiria ao calor. Esse tipo de preconceito das pessoas o vírus não tem, a infecção cresce em qualquer clima e qualquer local em que pessoas e autoridades não tomem os cuidados necessários.
Curioso que Mandetta saiu com fama de ser responsável pela política de afastamento social, o que não é verdade, ele não tinha competência para isso. Ele sempre defendeu a proteção aos idosos e o distanciamento para as áreas mais críticas da doença. Quem decretou o isolamento foram os governadores, já que a governo federal se negava a tratar da “gripezinha”.
E claro que para muitos locais o distanciamento amplo foi um exagero, pois os casos são raros e o então ministro disse várias vezes que o país é um continente, com realidades diferentes nas regiões. Ele também produziu um esquema para orientar as autoridades sobre isso: nos municípios em que estivessem vagos pelo menos 50% dos leitos de UTI, o afastamento poderia ser seletivo e não abrangente.
Mas a falta de diálogo entre as administrações federal e dos estados impediu que esse assunto avançasse e os exageros corrigidos.
O novo Ministro, Nelson Teich, e seu secretário executivo, general Eduardo Pazuello, ainda mantêm as diretrizes anteriores, mas parece que enquadraram o presidente, que parou de falar em Cloroquina e deve permitir que se faça um trabalho mais articulado com os estados. Se for assim, melhor para o país e
para todos nós.
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(*) – Por Ricardo Pires – Consultor em política social e gestão pública.