Repúdio aos excessos na ação da PF em condução coercitiva de dirigentes da UFMG

Íntegra da nota da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

A bancada de deputados estaduais do Partidos dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de Minas Gerais vem a público manifestar seus inconformismo e indignação com a condução coercitiva de servidores públicos federais, da UFMG, pela Polícia Federal. Fato ocorrido na manhã de 06/12/2017, sob o pretexto de aprofundar a investigação de supostos desvios na consecução do Memorial da Anistia nas dependências da citada universidade, causou perplexidade à comunidade escolar e à sociedade, em geral.

Sem qualquer intimação prévia e uso excessivo de força policial, contra o atual reitor, vice-reitora e ex-dirigentes da instituição, exibindo armamento pesado e ostensivo contingente de policiais, mais uma leva de “conduções coercitivas” é usada de maneira a provocar comoção social e expor cidadãos e cidadãs ao vexame público.
Sem prejuízo da necessária apuração de denúncias e suspeitas de desvios, tais operações deveriam estar subordinadas aos ritos legais: aos direitos individuais de possíveis investigados, aos procedimentos de condução coercitiva apenas de quem se recusasse a atender a intimações prévias ou que, explicitamente, atuasse para opor obstáculos às tais investigações.
A bancada de parlamentares estaduais do PT acompanhará o desenrolar dos fatos, em vigilância contra abusos cometidos, exigindo que se cumpram os ritos constitucionais no processo investigativo, sobretudo os que dizem direito ao amplo direito de defesa de quem quer que seja.
De imediato, aprovamos na Comissão de Direitos Humanos audiência pública, visando apurar e denunciar os abusos aqui registrados.

Belo Horizonte, 06 de Dezembro de 2017

Assinam a bancada de deputados do PT-MG:
Rogério Correia
André Quintão
Cristiano Silveira
Durval Ângelo
Dr Jean Freire
Geisa Teixeira
Marília Campos
Paulo Guedes
Ulysses Gomes

Anúncios

Repúdio aos excessos na ação da PF em condução coercitiva de dirigentes da UFMG

Íntegra da nota da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais:

A bancada de deputados estaduais do Partidos dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de Minas Gerais vem a público manifestar seus inconformismo e indignação com a condução coercitiva de servidores públicos federais, da UFMG, pela Polícia Federal. Fato ocorrido na manhã de 06/12/2017, sob o pretexto de aprofundar a investigação de supostos desvios na consecução do Memorial da Anistia nas dependências da citada universidade, causou perplexidade à comunidade escolar e à sociedade, em geral.

Sem qualquer intimação prévia e uso excessivo de força policial, contra o atual reitor, vice-reitora e ex-dirigentes da instituição, exibindo armamento pesado e ostensivo contingente de policiais, mais uma leva de “conduções coercitivas” é usada de maneira a provocar comoção social e expor cidadãos e cidadãs ao vexame público.
Sem prejuízo da necessária apuração de denúncias e suspeitas de desvios, tais operações deveriam estar subordinadas aos ritos legais: aos direitos individuais de possíveis investigados, aos procedimentos de condução coercitiva apenas de quem se recusasse a atender a intimações prévias ou que, explicitamente, atuasse para opor obstáculos às tais investigações.
A bancada de parlamentares estaduais do PT acompanhará o desenrolar dos fatos, em vigilância contra abusos cometidos, exigindo que se cumpram os ritos constitucionais no processo investigativo, sobretudo os que dizem direito ao amplo direito de defesa de quem quer que seja.
De imediato, aprovamos na Comissão de Direitos Humanos audiência pública, visando apurar e denunciar os abusos aqui registrados.

Belo Horizonte, 06 de Dezembro de 2017

A bancada de deputados do PT-MG.

NOTA OFICIAL DA COVEMG SOBRE AÇÃO POLICIAL NA UFMG

A Comissão da Verdade em Minas Gerais (COVEMG) recebeu com surpresa e indignação a notícia da realização da operação da Polícia Federal, ironicamente, intitulada “Esperança Equilibrista”.

Há um evidente ataque de setores conservadores e autoritários contra a Universidade brasileira e tudo o que essas instituições representam para o Brasil.

O ocorrido com o reitor da UFSC, a absurda nota de instituição financeira do exterior a criminalizar o ensino superior público, as inúmeras investidas contra os setores profissionais, artísticos e culturais que lutam contra o arbítrio e pela democracia real são claros sinais do estado de exceção em curso no país.

A construção do Memorial da Anistia em Belo Horizonte é um complexo projeto arquitetônico e de engenharia que envolve a reforma de prédios antigos e a construção de novos equipamentos em terreno com problemas estruturais. Portanto, o devido acompanhamento dessa obra, paralisada a fórceps pelo atual governo federal, não deveria ser objeto de ação policial e sim, de adequações financeiras, técnicas e administrativas.

Os acervos memorialístico e documental que compõem o Memorial, de vital importância para a história, a memória e a justiça em nosso país, demandam uma construção cuidadosa e diversificada.

Ao criminalizar uma das maiores Universidades do país abre-se a porta para a criminalização de todo um segmento que não se alinha aos setores autoritários. Nós da Covemg conhecemos bem essa metodologia.

Manifestamos nossa solidariedade aos dirigentes e ex-dirigentes da UFMG constrangidos nessa operação. Afinal, tendo residência fixa e sendo cidadãos do mais alto conceito, a condução coercitiva se transforma numa brutal violência, a evidenciar o obscurantismo que envolve ações da justiça e da polícia nesse momento histórico.

Estendemos à toda a comunidade da UFMG nossa solidariedade e apoio.

Belo Horizonte, 06 de dezembro de 2017.

COMISSAO DA VERDADE EM MINAS GERAIS

Carlos Melgaço Valadares

Emely Vieira Salazar

Jurandir Persichini Cunha

Maria Celina Pinto Albano

Maria Ceres Pimenta Spínola Castro

Paulo Afonso Moreira

Robson Sávio Reis Souza (coord.)

Ao vivo da porta da PF em BH

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10155924570649568&id=286648849567

Coletiva sobre ação da Polícia Federal na UFMG, hoje, 06/12, às 14h, na ALMG

Coletiva à imprensa sobre ataque da Polícia Federal aos reitores da UFMG

Acontece nesta quarta-feira, 6 de dezembro de 2017, às 14 horas, na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), à Rua Rodrigues Caldas, 36, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, Coletiva de Imprensa da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) sobre ação da Polícia Federal na UFMG.

O fascismo cresce quando ficamos calados! Nós não ficaremos calados! A UFMG sofre o mesmo ataque que a Universidade de Santa Catarina sofreu! Nossos reitores foram levados coercitivamente no início desta manhã, daqui a pouco uma entrevista coletiva tornará tudo um "espetáculo" de promoção pessoal dos agentes que estão atuando nisso, poucas perguntas serão feitas pela mídia comercial, as pessoas serão condenadas, antes sequer de serem acusadas e julgadas.

Não haverá o contraditório!

Nós faremos o contraditório!

ASCOM
Tel.: (31) 30476122
Tel.: (31) 9 9968-0652

Livre de vírus. www.avast.com.