Ato pela Paz e Liberdade de Culto em Santa Luzia

O Ato público realizado hoje, 20 de agosto, em Santa Luzia (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, reuniu representantes das comunidades tradicionais de matriz africana, de movimentos sociais e culturais e da sociedade civil para denunciarem as agressões e perseguições que vêm sofrendo, fruto da intolerância religiosa.

“Como sociedade, não podemos nos calar frente aos acontecimentos e estamos utilizando a cidade de Santa Luzia como local simbólico de nossa não aceitação aos atos de intolerância em todo o país. Estamos defendendo o direito de todos, não somente os nossos, de praticar qualquer fé sem medo”, afirma Makota Celinha, coordenadora nacional do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira – Cenarab.

Contra essas atitudes preconceituosas e em defesa do direito à liberdade de culto, a manifestação “Axé pela Democracia, Justiça pela Paz”, buscou mostrar à sociedade a beleza, as cores, a alegria, a música e, principalmente, a paz das tradições de matriz africana. “Estamos vendo crescer dia após dia ações de violação aos direitos garantidos pela Constituição Federal, pela Declaração de Direitos Universais da ONU e pelo próprio Código Penal. Queremos para todas as religiões o que tem sido nos negado: respeito”, afirma Makota Celinha.

Luís de Oxossi afirmou que “juntos faremos a força para que nossa voz seja ouvida, diga não à intolerância de qualquer tipo. Clamamos por respeito, não vão calar nossos tambores”.

Casos recentes

No dia 27 de julho, a Casa de Oxumaré localizada em Salvador, na Bahia, teve o trabalho do artista plástico Lee Mendes – que fez um grafite em homenagem ao patrono do Axé da Casa – apagado e substituído pela frase bíblica “o senhor é meu pastor e nada me faltará”. No dia seguinte, o terreiro de candomblé Ilê Axé Obá Iña situado na zona norte do Rio de Janeiro foi atacado com pedras, ovos e legumes podres.

Em 09 de agosto, terreiro de candomblé Manzo Kaiango Ngunzo de Mãe Muiandê – em funcionamento há mais de 30 anos, sendo os três últimos em Santa Luzia, Minas Gerais – foi ameaçado por um policial militar que ameaçou aos gritos de protesto por não aceitar “macumbaria” em sua rua. Há mais de cinco meses, na mesma cidade, o Centro Espírita Ilê Axé e Sangô, sofre restrições na prática de seus cultos por imposição da própria Justiça da região.

No dia 12 de agosto um terreiro de candomblé foi invadido e depredado na cidade de Lauro de Freitas, interior da Bahia. As paredes e os quartos dos orixás foram pichados com a mensagem “sangue de Jesus tem poder” e pregado um panfleto de divulgação do Congresso das Testemunhas de Jeová.

Mais Informações:
Cenarab – (31) 3019-6017

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Manifestação aconteceu na Av. Brasília, no marco de entrada da cidade de Santa Luzia

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Manifestantes levantaram faixas de reivindicações

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Pediram por respeito à liberdade de culto

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