Quando se deixa de lado o jornalismo!

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Beatriz (Bia) Cerqueira – Presidenta da CUT MG

Por Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT – MG.

Quando se deixa de lado o jornalismo!

Tenho 21 anos de magistério na rede pública. Mesmo tempo dedicado à militância na área da educação e de lutas populares. Os mais recentes desafios que aceitei foram quando assumi a coordenação geral do Sind-UTE MG e depois a presidência da Centra Única dos Trabalhadores/as. Neste caso foi a primeira vez que uma mulher e professora assumiu este cargo no Estado! Encaro a representação de forma comprometida e coletiva com aqueles que represento, com o coletivo que faço parte. Estar nestes dois espaços de representação tem visibilidade e responsabilidades mas também nos joga numa arena da política suja que não queremos estar! <<!more>>

Em julho deste ano, sem que eu sequer fosse consultada, o Jornal O Tempo utilizou indevidamente o meu nome e publicou no "A parte" que eu estaria disputando internamente ser candidata a deputada federal. Quem escreveu a bobagem sequer se deu ao trabalho de perguntar se era verdade. Não era e não é! Nunca disputei indicação nem pretendo ser candidata a deputada federal. O Jornal faltou com a verdade com seus leitores. Uma ligação ou watsap teria evitado a mentira!
Nesta quarta-feira, dia 30 de agosto, eu fui alvo de outra matéria, página inteira, com direito a foto selecionada, frases reproduzidas que foram descontextualizados por serem ditas em outras ocasiões e um posicionamento político do jornal de crítica ao sindicato. Que qualquer jornal fale o que quiser, já estou acostumada! Mas quando ao expor uma pessoa, não lhe dá direito ao contraditório, de dizer a sua versão, fica nítido que os interesses políticos vão além do jornalismo. Ainda estou tentando decifrar o que motivou a matéria que é inequivocamente encomendada para a desconstrução de imagem e de ataque. Pode ter sido em represaria à manifestação que o Sind-UTE realizou em Betim no dia 24 de agosto; enfim, podem ter várias motivações desta arena política suja!
A matéria é uma crítica ao sindicato por ser "light", por não fazer as mesmas greves que foram feitas durante os governos no PSDB. Inacreditável um Jornal achar que tem o direito de pautar a atuação do movimento sindical! Mas entrando no conteúdo, cujo direito o Jornal e a jornalista que assina a matéria não me possibilitaram, esta comparação é impossível de ser feita! Os governos do PSDB desconheciam a Lei do Piso, pregavam a proporcionalidade, não reconheciam os reajustes anunciados pelo MEC, descumpriam integralmente os acordos assinados, congelou a carreira por 5 anos, zerou o tempo de serviço para progressões, processou mais de 100 lideranças, ajuizou 25 processos contra a entidade! Não há comparação possível. A greve de 30 dias em 2008, a greve de 47 dias em 2010 e a greve de 2011 que durou 112 dias tiveram como único objetivo que o Estado de Minas Gerais reconhecesse a Lei do Piso e a aplicasse em Minas Gerais. Em 2015, conquistamos a Lei Estadual 21.710/15 que reconheceu integramente tudo pelo qual lutamos desde 2008.
Faltou honestidade ao Jornal ao desconsiderar tudo o que já conquistamos. Quando o PSDB deixou o governo de Minas, uma professora recebia de subsídio
R$1.236,00. No próximo pagamento de setembro de 2017 receberá R$1982,00 de vencimento básico além do abono de
R$150,00 e 5% do seu salário! Façam as contas!Me diga quem teve este patamar de conquista? Em dezembro de 2014 somente 27% da categoria era efetiva! Conquistamos mais de 50 mil nomeações em menos de 3 anos! O jornal também ignorou 25 dias de greve que fizemos este ano tendo pauta estadual além da luta contra a reforma da previdência! Acabamos de conquistar uma lei que ampara o profissional vítima da violência no ambiente escolar, fato inédito no país. O jornal trata greve como um fim em si que supostamente mediria a combatividade da entidade! Erra até nisso! Greve é um instrumento de pressão, decido não por mim, ou por uma direção mas por uma categoria em assembleia.
O título da capa é outra mentira, induzindo as pessoas a acharem que nada foi conquistado, Como a jornalista sequer teve o trabalho de fazer uma pesquisa previa antes de escrever a matéria, vou ajudá-la:
1) em 2015 conquistamos 13,06%;
2) em 2016 conquistamos 11,36% + 8,21%;
3) em 2017 conquistamos 7,74%;
4) estão pendentes o reajuste do Piso salarial de 2017 de 7,64%, retroativos do Adicional de valorização.
5) temos várias outras reivindicações que estão pendentes e estamos trabalhando na pressão pelo atendimento!

Mas fiquei com uma dúvida: a nossa manifestação realizada no dia 24 de agosto em Betim foi noticiada pelo Jornal?

O que percebo cada vez mais é que precisam diminuir o tamanho da nossa força, da nossa capacidade de resistência como a que estamos fazendo contra a reforma da previdência. Mas fundamentalmente querem nos jogar numa arena de terra arrasada como se não conquistássemos nada. Se o dono do jornal está de bronca com o governador, resolvam entre vocês, não tentem nos usar! Não somos pautados pelos interesses dos donos dos meios de comunicação!

A criminalização que a matéria faz com meu nome como se eu não pudesse ter posição, filiação partidária, foi a mesma que o PSDB fez em 2014. Trabalhador e trabalhadora não podem exercer seus direitos políticos, previstos na Constituição. O nome desta prática é fascismo!

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Bia

https://i0.wp.com/www.ptmg.org.br/wp-content/uploads/2016/04/BEATRIZ-FACE.jpg
Beatriz (Bia) Cerqueira – Presidenta da CUT MG

Por Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT – MG.

Quando se deixa de lado o jornalismo!

Tenho 21 anos de magistério na rede pública. Mesmo tempo dedicado à militância na área da educação e de lutas populares. Os mais recentes desafios que aceitei foram quando assumi a coordenação geral do Sind-UTE MG e depois a presidência da Centra Única dos Trabalhadores/as. Neste caso foi a primeira vez que uma mulher e professora assumiu este cargo no Estado! Encaro a representação de forma comprometida e coletiva com aqueles que represento, com o coletivo que faço parte. Estar nestes dois espaços de representação tem visibilidade e responsabilidades mas também nos joga numa arena da política suja que não queremos estar! <<!more>>

Em julho deste ano, sem que eu sequer fosse consultada, o Jornal O Tempo utilizou indevidamente o meu nome e publicou no "A parte" que eu estaria disputando internamente ser candidata a deputada federal. Quem escreveu a bobagem sequer se deu ao trabalho de perguntar se era verdade. Não era e não é! Nunca disputei indicação nem pretendo ser candidata a deputada federal. O Jornal faltou com a verdade com seus leitores. Uma ligação ou watsap teria evitado a mentira!
Nesta quarta-feira, dia 30 de agosto, eu fui alvo de outra matéria, página inteira, com direito a foto selecionada, frases reproduzidas que foram descontextualizados por serem ditas em outras ocasiões e um posicionamento político do jornal de crítica ao sindicato. Que qualquer jornal fale o que quiser, já estou acostumada! Mas quando ao expor uma pessoa, não lhe dá direito ao contraditório, de dizer a sua versão, fica nítido que os interesses políticos vão além do jornalismo. Ainda estou tentando decifrar o que motivou a matéria que é inequivocamente encomendada para a desconstrução de imagem e de ataque. Pode ter sido em represaria à manifestação que o Sind-UTE realizou em Betim no dia 24 de agosto; enfim, podem ter várias motivações desta arena política suja!
A matéria é uma crítica ao sindicato por ser "light", por não fazer as mesmas greves que foram feitas durante os governos no PSDB. Inacreditável um Jornal achar que tem o direito de pautar a atuação do movimento sindical! Mas entrando no conteúdo, cujo direito o Jornal e a jornalista que assina a matéria não me possibilitaram, esta comparação é impossível de ser feita! Os governos do PSDB desconheciam a Lei do Piso, pregavam a proporcionalidade, não reconheciam os reajustes anunciados pelo MEC, descumpriam integralmente os acordos assinados, congelou a carreira por 5 anos, zerou o tempo de serviço para progressões, processou mais de 100 lideranças, ajuizou 25 processos contra a entidade! Não há comparação possível. A greve de 30 dias em 2008, a greve de 47 dias em 2010 e a greve de 2011 que durou 112 dias tiveram como único objetivo que o Estado de Minas Gerais reconhecesse a Lei do Piso e a aplicasse em Minas Gerais. Em 2015, conquistamos a Lei Estadual 21.710/15 que reconheceu integramente tudo pelo qual lutamos desde 2008.
Faltou honestidade ao Jornal ao desconsiderar tudo o que já conquistamos. Quando o PSDB deixou o governo de Minas, uma professora recebia de subsídio
R$1.236,00. No próximo pagamento de setembro de 2017 receberá R$1982,00 de vencimento básico além do abono de
R$150,00 e 5% do seu salário! Façam as contas!Me diga quem teve este patamar de conquista? Em dezembro de 2014 somente 27% da categoria era efetiva! Conquistamos mais de 50 mil nomeações em menos de 3 anos! O jornal também ignorou 25 dias de greve que fizemos este ano tendo pauta estadual além da luta contra a reforma da previdência! Acabamos de conquistar uma lei que ampara o profissional vítima da violência no ambiente escolar, fato inédito no país. O jornal trata greve como um fim em si que supostamente mediria a combatividade da entidade! Erra até nisso! Greve é um instrumento de pressão, decido não por mim, ou por uma direção mas por uma categoria em assembleia.
O título da capa é outra mentira, induzindo as pessoas a acharem que nada foi conquistado, Como a jornalista sequer teve o trabalho de fazer uma pesquisa previa antes de escrever a matéria, vou ajudá-la:
1) em 2015 conquistamos 13,06%;
2) em 2016 conquistamos 11,36% + 8,21%;
3) em 2017 conquistamos 7,74%;
4) estão pendentes o reajuste do Piso salarial de 2017 de 7,64%, retroativos do Adicional de valorização.
5) temos várias outras reivindicações que estão pendentes e estamos trabalhando na pressão pelo atendimento!

Mas fiquei com uma dúvida: a nossa manifestação realizada no dia 24 de agosto em Betim foi noticiada pelo Jornal?

O que percebo cada vez mais é que precisam diminuir o tamanho da nossa força, da nossa capacidade de resistência como a que estamos fazendo contra a reforma da previdência. Mas fundamentalmente querem nos jogar numa arena de terra arrasada como se não conquistássemos nada. Se o dono do jornal está de bronca com o governador, resolvam entre vocês, não tentem nos usar! Não somos pautados pelos interesses dos donos dos meios de comunicação!

A criminalização que a matéria faz com meu nome como se eu não pudesse ter posição, filiação partidária, foi a mesma que o PSDB fez em 2014. Trabalhador e trabalhadora não podem exercer seus direitos políticos, previstos na Constituição. O nome desta prática é fascismo!

FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO FAZ OFICINA SOBRE O DIREITO À CIDADE

Nesta segunda-feira, 21 de agosto, no Sindieletro em Belo Horizonte, foi realizada a Oficina “O Direito à Cidade”, com ênfase na moradia realizada pela Fundação Perseu Abramo como atividade complementar do Curso de Difusão do Conhecimento que acontece em vários estados do país.

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Ato pela Paz e Liberdade de Culto em Santa Luzia

O Ato público realizado hoje, 20 de agosto, em Santa Luzia (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, reuniu representantes das comunidades tradicionais de matriz africana, de movimentos sociais e culturais e da sociedade civil para denunciarem as agressões e perseguições que vêm sofrendo, fruto da intolerância religiosa.

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Governo Temer suspende todas as bolsas do CNPq

Após confirmar a suspensão de todas as bolsas do CNPq a partir de setembro de 2017, o Comitê PIBIC-UFRJ divulga nota de repúdio.

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Normativa da Caixa indica fim dos concursos

Normativa da Caixa indica fim dos concursos

No rastro da nova legislação trabalhista, banco solta uma norma sobre contratação de trabalhadores temporários

A normativa da Caixa Econômica Federal, sobre trabalho temporário indica que o banco não mais realizará concursos públicos para a contratação de seus funcionários. Nem vai convocar os concursos para assumir o lugar dos que se desligaram nos planos de aposentadorias.

“Essa é uma das consequências sobre as quais alertávamos que aconteceria se a reforma trabalhista proposta pelo governo Temer fosse aprovada. Esse presidente não tem responsabilidade com os trabalhadores e, por isso, não se importa de cortar direitos trabalhistas ou criar subemprego com menores salários e nenhum direito”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Quem trabalha em banco, bancário é
De acordo com a norma, os trabalhadores serão contratados por meio de empresas especializadas na prestação de serviços temporários para realizar as tarefas de técnico bancário e não terão nenhum vínculo empregatício com a Caixa.

“Vamos continuar defendendo que, quem trabalha em banco, bancário é. Portanto, tem os mesmos direitos e devem receber os mesmos salários dos empregados concursados que exercem as mesmas funções. E vamos continuar exigindo que sejam convocados para assumir os cargos os aprovados no último concurso realizado pela Caixa”, disse o presidente da Contraf-CUT.

A norma não estipula a quantidade de temporários que serão contratados, apenas define que o número de contratações dependerá da disponibilidade orçamentária e dos resultados esperados pelo gestor demandante, com base no que for determinado pela Gerência Nacional do Quadro de Pessoas e Remuneração (Geper).

“Esse governo está promovendo um verdadeiro desmonte da Caixa e prejudicando seu papel de banco público. Essa norma é mais um passo deste desmonte, que será discutido com o banco em reunião agendada para o dia 15/08”, disse Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).

Fonte: http://www.contrafcut.org.br/noticias/normativa-da-caixa-indica-fim-dos-concursos-739a