O arraiá da conformidade.

O manifesto virou festança.

Tem pipoca, canjica e caldinho de feijão.

Tem música, tem pula-pula.

Em pleno golpe, é só alegria.

Uma alegria linda, ensaiada, coreografada, que espanta qualquer bom espírito de luta.

Xô revolta! Xô manifesto! Xô brava gente!

Aqui tem música, ritmo de festa e beijo na boca.

Quem quiser, pode chegar e gritar junto o slogan do produto.

Merchandising.

O segredo do sucesso desse golpe é a propaganda enganosa.

É verdade. Ninguém dispensa a praticidade.

O mundo moderno pede menos diálogo e mais refrão.

Sejamos práticos.

"Tomamos um golpe. Bem feito! O povo tem que aprender a perder"

Agora, vamos comemorar juntos toda a má-vontade, toda a despolitização das massas, toda a pressa de virar a página.

O golpe acabou?

Não. O golpe quer e vai durar mais que o último.

Líderes de vendas, correm espantar a concorrência.

Xô democracia!

Vamos enxotar a consciência política com analgésicos de alegria, minha gente!

Tá na moda o vintage. Volvemos a la 1984.

Bora festejar com Boulos, Carina e Ciro! Tirar um belo retrato desse momento de rara confraternização do silêncio e do conformismo pra dizer, daqui há 30 anos:

"Eu estava lá quando a resistência popular foi golpeada por lideranças que vendiam produtos vencidos". Texto de Malu Aires do Comitê pela Anulação do Impeachment sobre manifestação de 16/06.

Enviado do meu telefone Windows 10

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