Guariba não passa mais fome

Como o Bolsa Família faz toda a diferença?

Em 2003, o município de Guariba, no sertão do Piauí, apresentava um dos piores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, 0,214 (inferior ao da República do Congo 0,300). Contava apenas com 10 opções de emprego e o dinheiro não circulava na cidade. Todos dependiam das plantações, mas a seca quando assolava – a região já ficou até 3 anos sem chuvas – não se colhia nada e a fome se instalava. Por esse cenário de desolação e desesperança, o município foi escolhido como o primeiro beneficiário do Bolsa Família.

E, a partir daí, tudo mudou. Essa é a afirmação das mulheres de Guariba, personagens do documentário, “Libertar – Relatos das Guaribanas do Bolsa Família”, de Catharina Obeid, Manuela Rached Pereira e Renato Bonfim, publicado no Youtube, em abril de 2016.

O filme mostra, com sensibilidade, as realidades dessas mulheres, suas necessidades e as melhorias que os benefícios proporcionam em suas vidas e na de suas famílias ao garantir condições de alimentação e de estruturação financeira.

Luzia Rocha, Elionete da Silva, Ilma da Silva e Francisca da Rocha dão testemunhos dessa transformação, mulheres fortes que criam seus filhos, na maioria das vezes sem os pais, que quase sempre as abandonam à própria sorte. Luzia recebe R$ 233,00 do Bolsa Família, Elionete R$ 147,00, Francisca R$ 112,00 e Juarita, filha de Ilma, R$ 156,00.

Desde esse início, o programa Bolsa Família sofre, a partir de setores da sociedade, uma forte oposição. Entre esses se encontram os que o consideram como uma política assistencialista eleitoreira e o nomeiam como “Bolsa Esmola” ou “Bolsa Miséria”.

Luzia lamenta: “pessoas que estão com a barriga cheia se esquecem da bondade”. Para Francisca, “o Bolsa Família foi uma ajuda de Deus”. Assim quando recebe o benefício, imediatamente, compra o alimento para o mês. A realidade mostra que os valores recebidos nesta distribuição de renda fazem toda a diferença na vida destas pessoas. “Os R$233,00 reais que recebo valem mil para mim”, afirma Luzia.

Para o acesso ao benefício existem contrapartidas importantes que as famílias têm que se obrigar: filhos devem estar matriculados e frequentar a escola; gestantes precisam fazer o acompanhamento pré-natal e durante a amamentação e o calendário de vacinação das crianças estar em dia, o que influencia de forma positiva na saúde e na educação da população.

Atualmente, cerca de 14 milhões de famílias brasileiras recebem o benefício. Quem são elas? São famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. Quais são os resultados? A organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aponta o Bolsa Família como um dos responsáveis pela saída do Brasil do Mapa Mundial da Fome, em 2014.

E qual a repercussão do Programa na vida dessas famílias? Segundo o documentário, 3,9 milhões de beneficiários melhoraram de vida e já deixaram o Bolsa Família. Do total dos brasileiros atendidos,  92% são mulheres. Em Guariba, as mulheres são 68% dos beneficiários.

No filme, as personagens narram suas experiências e contam como passaram fome e viviam em situação de semiescravidão, mas para elas a situação mudou.

A educação dos filhos é uma prioridade e aparece como preocupação de todas elas. “Quem não sabe ler é cego”, declarou Francisca, que carrega em seus traços a dureza da vida. Em seus relatos, as mulheres demonstram muita fé, como Luzia quando afirma, que a realidade dos filhos  vai mudar por meio da educação, “em nome de Jesus”.

O Bolsa Família é considerado o maior e mais ambicioso programa da história do Brasil, nasceu para combater a fome e a miséria e promover a emancipação das famílias em situação de maior pobreza no país. É um programa de transferência direta de renda, direcionada às famílias em situação de vulnerabilidade social e pobreza. Busca garantir a essas famílias o direito à alimentação e o acesso à educação e à saúde.

O Programa criado no Governo Lula (Lei Federal n. 10.836, de 9 de janeiro de 2004), reuniu, ampliou e aperfeiçoou outros programas do governo anterior, como o Bolsa Escola, o Cadastramento Único do Governo Federal, a Bolsa Alimentação e o Programa Auxílio Gás, aliando também o Fome Zero. Nos sertões do Brasil, onde empregos inexistem, a seca judia e as pessoas passam fome, o Bolsa Família trouxe uma outra realidade: colocou comida na mesa e criança na escola. O dinheiro, raro nestes confins, começa a circular pelos armazéns, farmácias, bares, beneficiando a todos.

Um acerto do Programa: o recurso vai diretamente, em sua maioria, para as mulheres que ao receberem, providenciam o alimento, as roupas para os filhos e o material escolar. Elas afirmam que, se o dinheiro fosse para os homens, “eles iriam imediatamente para o boteco beber cachaça ou para o jogo. Mulheres se preocupam com o filho, alimento, calçados, afirma Elionete. Com o Bolsa Família, a fome sumiu de Guariba.

Mais informações: http://bolsafamilia.datasus.gov.br/w3c/bfa.asp

Mais informações: http://bolsafamilia.datasus.gov.br/w3c/bfa.asp –
SAC Caixa: 08007260101  Ouvidoria: 08007257474

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