Em defesa da Educação: Entidades convocam 48h de paralisação – Portal Vermelho

Os diretores da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) reunidos na sede das entidades estudantis na última terça-feira (10) decidiram aderir à Greve Geral da Pós-Graduação e da Ciência e Tecnologia no dia 2 de Outubro.

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Flávio Dino a Haddad: “Vamos vencer a eleição de 2022. Tenho certeza” – Portal Vermelho

Nomes frequentemente cotados como candidatos à Presidência nas eleições 2022, Fernando Haddad (PT) e Flávio Dino (PCdoB) se reuniram nesta segunda-feira para um compromisso “jornalístico”: o governador maranhense foi o convidado do Painel Haddad, programa apresentado pelo ex-ministro petista nas redes sociais e na AllTV. Otimista, Dino afirmou que as forças democráticas e progressistas têm tudo para surpreender nas próximas eleições municipais, em 2020, e também na presidencial, em 2022.

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Hoje são livres os que resistem.

Em um artigo publicado em 1944, A república do silêncio, Sartre escreveu que os franceses nunca foram tão livres quanto no tempo da ocupação alemã. Um chocante e brilhante paradoxo que só a grande Filosofia, como exercício de pensar fora do senso comum, é capaz de produzir.

Por que os franceses eram livres se todos os direitos haviam sido aniquilados pelos alemães e não havia qualquer liberdade de expressão? Como se podia ser livre sob a cerrada opressão do invasor que fiscalizava os gestos mais triviais do cotidiano? Porque, dizia Sartre, cada gesto era um compromisso.

A resistência significava uma escolha e, pois, um exercício de liberdade. Significava não renunciar à construção de sua própria existência quando os invasores queriam moldá-la, reduzindo-a a objeto passivo e sem forma.

Em linguagem retórica e poética Rosa de Luxemburgo disse algo semelhante: quem não se movimenta não percebe as correntes que o aprisionam.

Sartre era existencialista: a existência precede a essência. Isto significa que não há algo anterior à existência que impeça um ser humano de tomar livremente as decisões que construirão o seu futuro. Isto dá ao humano a plena imputabilidade pelos seus atos. O que ele faz da sua existência é culpa ou mérito exclusivamente seu. O que ela é hoje resulta de decisões que tomou no passado, e o que será resultará das decisões que toma no presente.

A experiência francesa durante a ocupação alemã guarda certa similitude com o Brasil de hoje. Na França parte da sociedade (muito maior do que os franceses gostam de admitir) foi complacente ou colaborou com o invasor que massacrava seu povo e aniquilava os mais elementares direitos dos franceses. Hoje, parte da sociedade brasileira assiste inerte, é complacente, apoia ou apoiou usurpadores que vão reduzindo a pó o pouco de direitos e garantias de um povo já miserável.

Na França colaborava-se por ser fascista ou filofascista. Por egoísmo social. Por ressentimento. Por ódio de classe. Para pequenas vinganças privadas, para atingir um inimigo pessoal. Colaborava-se por ausência de qualquer sentimento de solidariedade social. A colaboração com o invasor desvelava a mais baixa extração moral. Quanto a nós, tomo como paradigma uma cena do cotidiano que presenciei dia desses. Duas mulheres ao meu lado conversavam. Uma disse que seu filho de 13 anos era fã do Bolsonaro. A outra, algo espantada, faz uma crítica sutil, perguntando se ela não conversava com o filho sobre política. A resposta: “acho bonito que meu filho seja politizado nessa idade”. Com isto, quis dizer que não importava de que modo seu filho estava precocemente se politizando.

Pode-se razoavelmente supor que ela, mulher, ignore que Bolsonaro disse que há mulheres que merecem ser estupradas? Que saudou, diante de todo país, em rede nacional de televisão, o mais célebre torturador da ditadura militar? Que declarou que prefere o filho morto se ele for homossexual? Como ignorar isso tudo é altamente improvável, porque seria supor que tal mulher vive em uma bolha impenetrável em plena era das redes sociais, podemos concluir, com Sartre, que escolheu o sórdido para si e para seu filho. O que resultará dessa escolha não poderá ser imputado a Deus, ao destino, aos fatos da natureza ou a qualquer fórmula vaga e estúpida do tipo “a vida é assim”, mas a ela mesma e a seus pares brancos de classe média que tem atitudes semelhantes.

Do mesmo modo como a parcela colaboracionista da sociedade francesa escolheu a opressão do invasor estrangeiro, parcela da sociedade brasileira escolheu o retrocesso, o obscurantismo e a selvageria.

Foi em massa às ruas em nome do combate à corrupção apoiando um processo político liderado por notórios corruptos.

Regozija-se com o câncer e com o AVC do adversário politico, demonstrando completa ausência de qualquer traço de fraternidade e respeito ao próximo.

Suas agruras e dificuldades econômicas e sociais transformam-se em ódio justamente contra os excluídos e em apoio às ricas oligarquias que controlam a vida política do país (das quais julgam-se espelhos), a fórmula clássica do fascismo.

Permanece indiferente, omissa ou dá franco apoio ao aniquilamento de direitos, ao fim, na prática, da aposentadoria para milhões de brasileiros, à eliminação dos direitos trabalhistas, à entrega do patrimônio nacional a grandes empresas estrangeiras.

Seu ódio transforma em esgoto as redes sociais.

Não há como prever o que acontecerá a esta sociedade. Uma convulsão social poderá desalojar os usurpadores do poder, ou poderemos seguir para o cadafalso como povo. A História sempre é prenhe de surpresas. O que é certo, no entanto, tomando a frase de Sartre, é que somente poderão dizer no futuro que foram livres, no Brasil pós-golpe de 2016, os que agora estão se comprometendo e resistindo. É uma trágica liberdade de tempos sombrios, mas se nos foi dado viver neste tempo, que vivamos com a dignidade que somente os seres livres podem ostentar.

Hoje são livres os que resistem.

Márcio Sotelo Felippe é pós-graduado em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo. Procurador do Estado, exerceu o cargo de Procurador-Geral do Estado de 1995 a 2000. Membro da Comissão da Verdade da OAB Federal.

O Rei está nu! – Portal Vermelho

As novas revelações sobre as promíscuas relações entre o Juiz Sergio Moro e a tropa de procuradores da Lava Jato são de fato, como disse o próprio Glenn Greenwald, o que de mais grave, “até agora”, veio à tona (este “até agora” é importantíssimo). Por Wevergton Brito*

Fonte: O Rei está nu! – Portal Vermelho

O BNDES e o risco de extinção – Portal Vermelho

Durante as primeiras horas do fim de semana passado, a maior parte dos analistas políticos e os próprios atores da cena política pareciam bastante preocupados em decifrar o “modus operandi” do governo Bolsonaro. Por Paulo Kliass

Fonte: O BNDES e o risco de extinção – Portal Vermelho

Trabalhadores de transportes decidem aderir à greve geral do dia 14 de junho

Trabalhadores de transportes decidem aderir à greve geral do dia 14 de junho https://www.revistaforum.com.br/trabalhadores-de-transportes-decidem-aderir-a-greve-geral-do-dia-14-de-junho/

Não gosto de alimentar expectativa, diz Lula sobre liberdade – Portal Vermelho

Em entrevista a site, o ex-presidente afirmou também que não aceitaria sair da prisão obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

Fonte: Não gosto de alimentar expectativa, diz Lula sobre liberdade – Portal Vermelho

Humberto Costa diz que Bolsonaro tem de apresentar projeto ao país – Portal Vermelho

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), cobrou nesta segunda-feira (3) de Bolsonaro que apresente um projeto a fim de tirar o país da crise e evitar um “mergulho em uma depressão econômica que redundará em um sério colapso social”.

Fonte: Humberto Costa diz que Bolsonaro tem de apresentar projeto ao país – Portal Vermelho

Centrais sindicais reforçarão manifestação estudantis do dia 30 – Portal Vermelho

Reunidos nesta segunda-feira (20) em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais decidiram orientar as entidades filiadas a reforçar as manifestações convocadas para o dia 30 em todo o país pela UNE (União Nacional dos Estudantes) em defesa da Educação e contra os cortes de verbas para universidades públicas determinado pelo governo Bolsonaro.

Fonte: Centrais sindicais reforçarão manifestação estudantis do dia 30 – Portal Vermelho

Ligia Fonseca Ferreira: As cartas exemplares de Luiz Gama – Portal Vermelho

Muitos talvez o desconheçam, mas Luiz Gama (BA/1830 – SP/1882) é uma personalidade extraordinária de nossa história. Dentre os raros intelectuais negros do século 19, foi o único a ter sofrido oito anos de escravidão, fato marcante na trajetória de um homem nascido livre, cuja vida devotou a libertar escravos. Por Ligia Fonseca Ferreira*

Fonte: Ligia Fonseca Ferreira: As cartas exemplares de Luiz Gama – Portal Vermelho